domingo, maio 25, 2008

Homem caleidoscópio.



Foto de Antônio Durães


Homem caleidoscópio.


Homem,
teu caleidoscópio me fascina
revelando faces
fases
matizes
viezes
do teu viver extemporâneo
mitigado de contradições
acolhidas
numa estética barroca.
Homem tão forte
guerreiro,
protetor,
justo.
Pesam as balanças
em caminhos cruzados que jamais se encontram.
Teu coração se aperta
Cai uma lágrima sobre o tatami
Numa luta em que apenas tu
tens a perder.

Meu homem,
vens do meu ventre
ávido de teus amores
e de teus furores.
Tua pele,
tão sensível,
que curas com tuas próprias lambidas
Teus músculos,
tão vigorosos,
que ardem do extenuante esforço
Tua labuta,
incansável,
que já não preenche o vazio da alma.

Deixa-me cuidar de ti.
Banhar tua pele em alfazema
acariciando,
soprando,
aliviando tuas feridas.
Massagear teus músculos
relaxando,
desatando os nós,
dividindo contigo o peso dos teus dias.
Quem sabe, reduzir a faina
ofertando momentos de prazer
e cumplicidade
trazendo o sonho para as tuas noites.
Deixa-me ser
o repouso do guerreiro.


.

.

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

essa tua intensidade é inebriante. quem poderia negar tal regaço para um descanso?

Renata disse...

Puxa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
bjos