quarta-feira, novembro 13, 2013

Torso

Meus músculos
Contraem a dor do não vivido
Como uma doença

Pedem repouso
Trégua
Água

Lançam sobre minha pele
O sal com que alimentarei
Meus olhos

Quase em tetania
Deprimem a alma
Torturada por dentro

Inquieta
Agito todo meu corpo
Em busca de esquecimento

Corro, coro
Um vermelho quente e maduro
De nudez mordaz

Meu dorso se torce todo
Empunhando uma navalha
Contra si mesmo

Exausta,
Sigo os sinais dos tempos
Anunciando seu fim