terça-feira, fevereiro 06, 2007

Para Mari.

Foto de José Manoel Durão.

Para Mari.

Acreditas em poesia?

Pois poesia está em tudo.
Na maneira como despertamos,
no bom dia que espalhamos,
no sorriso que comungamos,
nos olhares que trocamos,
nas idéias que pensamos,
nos lugares aonde vamos,
na música que ousamos,
no rosto que estampamos.

Acreditar em poesia é ser poliglota,
pois não apenas o mel pode ser doce,
não apenas as estrelas têm seu próprio brilho,
não apenas Deus é puro amor
não é apenas a flor que desabrocha.

Acreditar em poesia é ser vidente,
acreditar na beleza da vida e que ela pode ser plena,
apostar que resolveremos o problema,
que a alma é grande e que a tristeza é serena,
que são os detalhes que conotam a cena.

Acreditar em poesia faz a gente esquecer um pouco de quem a gente é
e pensar que podemos estar em muitos lugares ao mesmo tempo,
que podemos mudar o sofrimento,
que podemos voltar e avançar no tempo,
que podemos voar e ser invisíveis como o vento.

Acreditar em poesia faz a gente desconfiar de que também somos poetas em nossa lida
e que devemos apreciar os poemas que escrevemos com a nossa vida.

15/01/2007
Dina.

5 comentários:

Kleber disse...

Oi Dê, passei aqui para fazer um comentário não só desta como das outras tb. É tudo muito lindo, vc é talentosa demais! Agora vc fala a língua do tudo, que são sentimentos, sensações, cotidiano, inspirar e expirar, perder e ganhar, natureza, raiva e amor. Te parafraseando, "todo artista é um poliglota das línguas da alma, do intangível". Bj

georgia aegerter disse...

Denise, vc escreve com a alma.

Vai lá na Saia Justa seu texto da mulher rendeira está fazendo o maior sucesso. vai ler os comentários.

Grande beijo

Fernanda disse...

Olá Denise,
acreditar em poesia é também ser mais feliz, você não acha? Pena é que a maior parte das pessoas passa ao lado da poesia sem ver, porque só enxergam o drama.
Beijos!

Renata disse...

Eu acredito em poesia!!!!!!!!!!!!!

Bel disse...

Lindo, lindo, lindo...
E quem não acredita em poesia já morreu... ou nunca viveu.
Beijo!