quarta-feira, junho 13, 2007

Desvão.

Foto de Mário Alexandre Lopes

Desvão.



O perfume das rosas um dia se esvai.
É um dia de entardecer.

As frutas na fruteira tornam-se cinzas
e a língua fica surda para o seu sabor.

O vermelho, com sua volúpia, anoitece
restando uma claridade ofuscante.

Não é cedo demais?
Indaga o coração encurralado entre a mão e o céu.

O jasmim orvalha suavidade
Como se o jardim ainda pudesse florir.





Um comentário:

ELSON TEIXEIRA CARDOSO disse...

E do fim, surge o início. Ou será que são uma única coisa, continuidade, rio corrente, conseqüência...

Sublime poema.

Convido-a a visitar meu blog: www.elsonteixeiracardoso.blogspot.com

Abraço,

Elson