sexta-feira, maio 09, 2008

Crisálida


Foto de Gustavo Boaventura




Tudo é possível até a encruzilhada.

Leste e oeste dividem nosso norte

Havendo ali chegado

De acaso e quereres intransitivos.


Cabelos ao vento, bolsos vazios

Negam garantias de desapego.

A pele curtida do sol

É o avesso da armadura.


Solene é o instante imóvel.

Paralisia do diafragma, suspenção do arbítrio.

Diante do desígnio infinito

Cada lagarta repudia a seda.


Denise Gomes.







Um comentário:

Ricardo Rayol disse...

um querer instigante esse, sempre.